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Doenças do Ouvido / Perda de audição

Existem vários tipos de perda de audição. Podem ocorrer em qualquer idade e, quando descobertas precocemente, possuem chances maiores de melhora. Podem ser de 3 tipos:

a) Condutiva:
o nervo da audição (vestibulococlear – VIII par) e a cóclea (órgão responsável por transformar o som em estímulo para o nervo da audição) funcionam bem, mas o som tem dificuldade/impedimento de passar do meio externo para a cóclea (exemplos: rolha de cerume, secreção na orelha, calcificação dos ossículos da orelha, tímpano perfurado).

b) Sensorioneural (ou neurossensorial): há um problema na cóclea e/ou VIII par.

c) Mista:
ocorre quando o paciente possui os dois tipos de perda juntas Os tratamentos variam para cada tipo de perda. Em algumas situações, apenas medicações como antibióticos e antiinflamatórios são sufucientes. Porém, há perdas de audição que a correção demanda cirurgia. Por fim, para perdas em que os tratamentos acima não trazem benefícios, os aparelhos auditivos são indicados.

Doenças da Orelha Externa

a) Otite Externa: cursa com inchaço da orelha, além de poder apresentar secreção amarela no canal da audição. O paciente pode ter dor intensa, além de perda auditiva. É causada, geralmente, por bactérias, principalmente em pessoas que se expõe a mar, rios e piscinas. O tratamento é baseado em antibióticos e analgésicos, além de cuidados locais.

b) Tumores: CBC e CEC (EXPOSIÇÃO SOLAR)

c) Abscessos e furunculose: tratamento = drenagem com limpeza local + ATB (cefalexina é a primeira escolha)

d) Corpo estranho de orelha: geralmente encontrados em crianças. Alguns necessitam de remoção imediata (como as pilhas) pois podem levar até a perfuração do tímpano. Outra situação comum em nossa região são os insetos, que podem entrar pelo canal da audição e se alojarem próximo ao tímpano, causando grande desconforto. Os mais comuns são: isopor, pedaço de giz de cera, ponta de lápis, moedas, algodão e plásticos. Devem ser removidos por médicos, para evitar lesões desnecessárias à orelha.

Doenças da Orelha Média

Basicamente, as doenças da orelha média ocorrem por falta de oxigenação deste compartimento do ouvido, seja ele causado por adenoide aumentada, infecções como gripes e sinusites ou até tumores.

a) Otite Média: podem ser causadas por bactérias (principais: pneumococo, haemófilos e moraxela) e por vírus (Vírus Sincicial Respiratório, Rinovirus, Influenzae e Parainfluenzae). Os principais fatores de risco são convivência com fumantes, baixa imunidade, refluxo gastroesofágico, problemas na tuba auditiva, desnutrição e aumento da adenoide). O tratamento é baseado na causa, ou seja, é diferente dependendo das causas. Porém, os principais medicamentos usados são os antibióticos e corticóides (este último, principalmente em situações em que há secreção na orelha, sem infecção).

b) Colesteatoma: é um tumor benigno que corrói os ossículos dos ouvidos, o tímpano e os órgãos responsáveis pelo equilíbrio. Podem causar perda de audição, secreção com cheiro ruim, paralisia facial e até meningite. O tratamento envolve antibióticos e cirurgia (mastoidectomia).

Tontura (Vertigem)

São chamadas popularmente de "labirintite". A maioria é causada por problemas no órgão do equilíbrio, que se encontra no ouvido interno. Os sintomas principais são: queda para os lados, náusea e vômitos, perda auditiva associada, sensação de pressão nos ouvidos e zumbido. A "labirintite" geralmente está associada a problemas como pressão alta, diabetes, distúrbios da tireóide, colesterol e triglicérides. Os tratamento variam conforme a causa, porém o controle dos problemas acima é sempre necessário, asociado ou não a medicamentos.

Paralisia Facial

É a paralisia dos músculos que movem a face, causando grande estigma para o paciente, que não consegue mais sorrir ou fechar os olhos. Pode ser causado por inúmeras doenças, mas geralmente a causa não é identificada. O tratamento é baseado em fisioterapia e medicações, porém a cirurgia é indicada em alguns casos específicos.

Cirurgias

Estapedotomia

É a cirurgia realizada para recuperar a audição de pacientes que possuem a doença chamada de otosclerose. Pode ser realizada sob anestesia geral após avaliação das condições de cada paciente.

Nela, é removido um dos ossículos da audição, o estribo, que está fixado impedindo a audição, e é colocada um prótese no local.

Timpano-Mastoidectomia

É a cirurgia realizada para o tratamento das otites médias crônicas. Realizada sob anestesia geral, visa tratar doenças como a otite média crônica granulomatosa e colesteatoma.

Trata-se de uma cirurgia muito delicada em função das diversas estruturas nobres que se encontram dentro do ouvido, como o nervo facial, o labirinto e o tegmen (camada fina de osso que separa a meninge do ouvido). Estas estruturas devem ser preservadas durante a cirurgia. Porém, apesar de muito delicada, apresenta baixo índice de complicações quando realizada por cirurgião experiente e com materiais adequados.




Responsável Técnica Saúde. Dra. Carolina Brotto de Azevedo - CRM 134100
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